segunda-feira, 22 de abril de 2013

Especial dia da Terra - 22/04


                                                   Castelo de jóias
Sabemos que o Brasil é um país extremamente rico quando falam em biodiversidade. A maioria das pessoas associam biodiversidade com a floresta Amazônica, uma floresta tropical que abrange as mais diferenciadas espécies de animais e plantas do mundo! A riqueza da flora dessa floresta compreende aproximadamente 30.000 espécies, cerca de 10% das plantas de todo o planeta. São cerca de 5.000 espécies de árvores (maiores que 15 cm de diâmetro), enquanto na América do Norte existem cerca de 650 espécies de árvores. A diversidade de árvores varia entre 40 e 300 espécies diferentes por hectare, enquanto na América do Norte varia entre 4 a 25.
Muita diversidade, não é mesmo?! Porém a floresta amazônica não é a única floresta do Brasil que possui essa grande quantidade de tesouros não! Nesta postagem especial do dia da Terra, falaremos sobre a Serra do Japi, situada no estado de São Paulo.

A cerca de 60 km de São Paulo, a Serra do Japi é um dos poucos pontos remanescentes de Mata Atlântica ainda existentes no interior paulista, com uma extensão total de cerca de 350 km quadrados, sendo que 191,70 km quadrados correspondem a área tombada. Abrange os municípios de Jundiaí, Cabreúva, Cajamar e Pirapora do Bom Jesus. Por ser uma área de encontro entre Mata Atlântica com Floresta de Planalto, a Serra do Japi apresenta uma enorme riqueza em termos de biodiversidade.
A fauna da Serra do Japi apresenta uma grande diversidade, contendo inúmeras espécies de animais e plantas, entre essas muitas estão ameaçadas em extinção. Temos diversas espécies de aves como pica-paus, bem-te-vis, gaviões, juritis e beija-flores. Entre os mamíferos destacamos os morcegos, bugios, macaco-sauás, ouriços, veados, jaguatiricas e as suçuaranas. Há também uma grande variedade de insetos (com destaque para as espécies de borboletas, que chegam a mais de 900 espécies diferentes catalogadas), répteis, anfíbios e aracnídeos. São mais de 300 espécies de árvores nativas, como aroeiras, uvaias, pitangas, ipês, etc. Existe uma grande quantidade de arbustos, plantas herbáceas, samambaias e musgos. Esta flora, além de sua beleza , possui um enorme potencial cientifico e medicinal que aos poucos, vem sendo desvendado.

A Serra do Japi sempre atraiu diversos biólogos, pesquisadores e amantes da natureza. Conhecida como “castelo d’água” por possuir diversas nascentes, formando muitos córregos e também belas quedas d’água por todos os lados, são quedas pequenas, porém muito refrescantes com a sua água cristalina e pura.

O castelo d’água ainda é desconhecido para muitos, devido ao fato de terem uma visão da biodiversidade visada apenas para a floresta Amazônica. Espero que através desse post especial, consegui alcançar meu principal objetivo, abrir os olhos das pessoas, mostrando que o Brasil é uma caixinha lotada de jóias e que estamos nos esquecendo de cuidar desse tesouro. FELIZ DIA DA TERRA!!



Fonte: revista Terra da gente

domingo, 21 de abril de 2013

Minha amiga onça

Estava lendo como o de costume a revista "Terra da gente" e fui direto para um assunto que de cara me interessou (página 28). Um casal se dedica a salvar as onças pintadas!
A inspiração vem de pesquisadores,documentaristas e amantes da natureza que se embrenharam pelas savanas mais remotas da África em busca de conhecimento e preservação de inúmeras espécies.Um exemplo muito conhecido é do indiano George Adamson (1906-1989). Também conhecido como Lion Man, e foi um dos ícones do pensamento ambiental e é ainda mais conhecido pelos livros que escreveu ao lado de sua mulher, Joy. O mais popular deles, é claro que é o da linda história de uma leoa órfã, inspiração até de um filme, chamado "Born Free (A HISTÓRIA DE ELZA).Algumas décadas depois, no interior do Brasil Central, nas fraldas do Parque Nacional das Emas, a história se repete com o casal de doutores em biologia animal Leandro Silveira e Anah de Almeida Jácomo, destaques recentes no exterior como protagonistas de uma história que envolve três filhotes órfãos de onça-pintada e as dificuldades para a reabilitação e reintrodução na vida selvagem.
 Tudo começou no ano de 1988 quando Leandro e Anah iniciaram uma série de pesquisas pioneiras com a comunidade de mamíferos carnívoros que habitam o Parque das Emas,em Goiás, reserva federal que abriga 18 das 26 espécies de mamíferos carnívoros do Brasil, muitas delas características do Cerrado, como o tatu-canastra. A onça-pintada nem constava da lista oficial de espécies no parque. "Logo descobrimos que essa era a última população de pintadas dos campos do Brasil Central. O fato de o parque estar localizado em terras de agricultura fez com que o entorno da reserva fosse rapidamente convertido em lavouras,
isolando,assim, esta população." Explica Anah.

A onça-pintada ocupa diferentes ecossistemas e exerce importantes funções ecológicas para a manutenção do equilíbrio nos ambientes onde vive, porém ela está perdendo esse espaço para a expansão da agropecuária. No Brasil, está desde 2003 na lista vermelha das espécies ameaçadas de extinção.
Diante desse realidade, o casal decidiu se dedicar ao estudo do maior felino das Américas. Paralelamente à pesquisa científica, Leandro aprimorou a técnica fotográfica, fazendo registros inéditos em filmes, gravando cenas que seriam praticamente impossíveis de serem capturadas em poucos dias de filmagem. Anah passou também a produzir livros e a fazer documentários.
Com a parceria fortalecida,os estudos foram sendo ampliados. Não demorou e logo foi confirmado a presença de uma população de aproximadamente 12 onças circulando pela área do parque.Mas os índices sobre a vulnerabilidade dessa população começaram a ficar alarmantes, indicando que era necessário priorizar ao máximo o entendimento do seu comportamento,hábitos,presas,áreas e épocas de reprodução,etc. Com isso, vieram as parcerias com diversos institutos de pesquisadores do Brasil e do exterior.
Com a ajuda e a ampliação dos dados de pesquisa, surgiu em 2002 o instituto Onça-Pintada (IOP), organização não governamental.
Nesse trabalho minucioso, Leandro e Anah também dedicaram parte de suas jornadas para treinar novos colaboradores.
A sede do instituto, onde também para filhotes de onça pintada.fica contíguo ao território do Parque Nacional das Emas, considerado patrimônio nacional pela Unesco.
No final do ano passado, um documentário especial sobre a natureza, da britânica BBC, mostrou a história de três onças-pintadas órfãs resgatadas às margens do rio Araguaia. Outra vez, Leandro, Anah, o filho Tiago, de 7 anos, e os três filhotes foram destaque em milhões de aparelhos de tevê mundo a fora, levando a história da onça-pintada para além-mar e ajudando a quebrar tabus sobre o maior e mais incrível felino do continente americano.




sexta-feira, 19 de abril de 2013

O GRANDE MILAGRE- filme


Hoje eu assisti um filme chamado O grande milagre, baseado em uma história verídica, retrata um lindo acontecimento de amor pelos animais, no caso do filme eram 3 baleias   (um macho, uma fêmea e seu filhote) que  ficaram presas no Alasca, 5 milhas de distância do mar, apenas respirando por um pequeno buraco no gelo da superfície, devido à rápida formação de gelo no Círculo Ártico. Em um esforço coletivo, deparamos com a improvável união de nativos, empresas petrolíferas, militares russos e americanos que deixam suas diferenças de lado para salvar os animais.

O filme é maravilhoso e passa uma mensagem de que nem todo ser humano é tão ruim assim, mesmo que fazendo as coisas por certos interesses, acabam ajudando. O filme também mostra a persistência das baleias em se manterem vivas e unidas, também nos faz perceber que unidos conseguimos sim ajudar a natureza e os animais! Nem sempre o ser humano está do lado da matança.

19/04 DIA DO ÍNDIO... Mas por que foi escolhido esta data?

 Como sabemos dia 19/04, é considerado o dia do ÍNDIO! Esta data comemorativa foi criada pelo presidente Getúlio Vargas em 1943. Mas por 
que foi escolhido o dia 19 de abril?!

 Para entendermos a data, devemos voltar para 1940. Neste ano, foi realizado no México, o Primeiro Congresso Indigenista Interamericano. Além de contar com a participação de diversas autoridades governamentais dos países da América, vários líderes indígenas deste continente foram convidados para participarem das reuniões e decisões. Porém, os índios não compareceram nos primeiros dias do evento, pois estavam preocupados e temerosos. Este comportamento era compreensível, pois os índios há séculos estavam sendo perseguidos, agredidos e dizimados pelos “homens brancos”.

 No entanto, após algumas reuniões e reflexões, diversos líderes indígenas resolveram participar, após entenderem a importância daquele momento histórico. Esta participação ocorreu no dia 19 de abril, que depois foi escolhido, no continente americano, como o Dia do Índio. E desde então,nesta data ocorrem vários eventos dedicados à valorização da cultura indígena.

 Em principal, deve ser um dia de reflexão da importância da preservação dos povos indígenas, da manutenção de suas terras e respeito às suas manifestações culturais. Lembrando que os índios já habitavam o Brasil antes mesmo dos portugueses chegarem em 1500. Desde esta data, o que vimos foi o desrespeito e a diminuição das populações indígenas. Este processo ainda ocorre, pois com a mineração e a exploração dos recursos naturais, muitos povos indígenas estão perdendo suas terras, assim como a natureza está cada dia mais ameaçada por atitudes egoístas do ser humano.
  

terça-feira, 16 de abril de 2013

Desmatamento na Amazônia sobe 129% nos últimos 4 meses, diz ONG


Reportagem publicada na google news em 26/12/2012-adaptada.

O desmatamento da floresta amazônica cresceu 129% nos últimos quatro meses de 2012 em comparação com o mesmo período de 2011, segundo dados divulgados em dezembro pela ONG Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon).
De agosto a novembro de 2012, 1.206 km² de vegetação da Amazônia Legal foram destruídos, aponta o Imazon. É praticamente a mesma extensão da cidade do Rio de Janeiro, e mais do que os 527 km² devastados no mesmo período de 2011.
A ONG usa dados de satélite para fazer um levantamento independente da destruição da Amazônia, o chamado Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD). As informações são diferentes das fornecidas pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que faz o levantamento usado pelo governo federal. Por isso, os dados não podem ser comparados.
O estado em que ocorreu maior desmatamento, no período, foi o Pará (51% do total desmatado). Em seguida estão Mato Grosso (21%), Rondônia (13%) e Amazonas (12%). Foram destruídos 613 km² de floresta só no Pará, de acordo com o Imazon.